25 de jan. de 2023

Preso por matar 2 mulheres disse que matou a ex por conta da divisão de bens e a amante por 'perturbar demais'


Cicero Roberto da Silva, 60 anos, preso por suspeita de matar duas mulheres em Iguatu, no interior do Ceará, disse para a polícia que matou a ex-esposa em razão de divergências acerca da divisão de bens do casal e a amante por está "lhe perturbando demais".

O duplo feminicídio aconteceu na segunda-feira (23). Na ocasião, o homem conhecido como "Bigode", também tentou matar um ex-sócio, que não ficou ferido. Após os crimes, Cícero enviou um áudio a familiares relatando sobre o que tinha feito. (Ouça no áudio acima)

Conforme o auto de prisão em flagrante, além de citar a motivação para matar as mulheres, o homem disse que atirou no ex-sócio devido a desavenças relativas a uma sociedade que tinham.

Cícero passou por uma audiência de custódia nesta terça-feira (24) e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

"Relata que a motivação de desferir tiros em face da companheira foi a ausência de acordo quanto à divisão de bens em processo de separação; em relação a outra vítima, a qual intitula de sua amante, por estar lhe perturbando demais e ligando demais e que, por estar cheio de problemas, resolveu desferir os disparos. Por fim, quanto a tentativa de homicídio em face de seu ex-sócio, unicamente pelo fato de este ter desistido da sociedade", consta do documento.

O suspeito, que já tem antecedentes por porte ilegal de arma de fogo, furto e contravenção penal, foi atuado por dois feminicídios, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma.

Crimes

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, Cícero lesionou a ex-companheira, Antônia Evaneide Fernandes, de 47 anos, com disparos de arma de fogo, em um imóvel. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Em seguida, ele foi até outro local e atirou em Jucicleide Alves Bezerra, de 44 anos, com quem teria um relacionamento amoroso. Ela foi socorrida e morreu enquanto recebia atendimento em um hospital.

Após lesionar as duas mulheres, o homem seguiu até um estabelecimento comercial no Bairro Cohab, onde tentou disparar contra o ex-sócio, de 34 anos, que não ficou ferido.

Depois dos ataques, o suspeito fugiu em uma motocicleta, mas foi localizado pela polícia. Durante a abordagem, os agentes apreenderam com o homem um revólver municiado, dois celulares e o veículo

As investigações sobre o caso estão sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de Iguatu.

Idoso que cometeu feminicídio há 20 anos é preso em Senador Pompeu


O homem foi encontrado alcoolizado em uma residência localizada no Sítio Morada Nova.

Um idoso de 70 anos que cometeu um crime de feminicídio há mais de 20 anos foi preso pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) nessa terça-feira, 23, no município de Senador Pompeu, a 265,8 km de Fortaleza.

O homem, identificado como José Mario Batista, foi encontrado alcoolizado em uma residência localizada no Sítio Morada Nova.

Ele não resistiu ao cumprimento do mandado de prisão e foi levado até a Delegacia Regional de Senador, onde encontra-se à disposição da Justiça.

Caso Hilux: As irmãs Sandra e a Ana Paula, que ficou paraplégica, cobram justiça.

Caso Hilux: As irmãs Sandra e a Ana Paula, que ficou paraplégica, cobram justiça. 

Esse caso foi registrado no dia 16 de Janeiro de 2020, onde um homem dirigindo uma Hilux colidiu com alguns veículos próximo à avenida Dr. Guarany e mais a frente acabou atropelando as irmãs que estavam em uma motocicleta. 

Sandra, estava indo deixar sua irmã em seu trabalho quando foram atropeladas, as duas ficaram com sequelas. Ana Paula, que é nutricionista ficou paraplégica. 

Esse fato ficou conhecido em Sobral, como “O caso da Hilux”. Se as partes citadas também quiserem se manifestar o espaço das redes sociais do site O SOBRALENSE, está a disposição.

16 de jan. de 2023

Anderson Torres chega a Brasília e é preso pela Polícia Federal

Ex-ministro de Bolsonaro estava em Miami e é suspeito de ser conivente com ataques criminosos em Brasília

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, chegou ao Brasil na manhã deste sábado (14) e foi preso pela Polícia Federal. Segundo informações do G1, a prisão foi efetivada após ele desembarcar em Brasília, vindo dos EUA.

A prisão dele havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como consequência dos atos terroristas em Brasília, em 8 de janeiro, quando as sedes dos três Poderes foram invadidas por criminosos.

A suspeita é de que Torres, que na ocasião era secretário de Segurança do Distrito Federal, em conjunto com setores da Polícia Militar e de militares, tenha atuado para facilitar a ação dos terroristas bolsonaristas. O ex-ministro nega. 

Logo após a decisão sobre sua prisão se tornar pública, Torres disse, pelas redes sociais, que se entregaria.

Fonte: Diário do nordeste

Moraes acata pedido da PGR e inclui Bolsonaro no inquérito de atos antidemocráticos

Pedido foi encaminhado à Corte Suprema pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e cita condutas do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou o pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que apura a instigação e autoria intelectual dos atos antidemocráticos que resultaram em episódios de vandalismo e violência em Brasília, no último domingo (8/1).

A peça, assinada por membros do Ministério Público Federal, sugere que, ao postar vídeo em 10 de janeiro questionando a regularidade das eleições presidenciais de 2022, Bolsonaro teria feito incitação pública à prática de crime. A postagem foi apagada em seguida, mas compartilhada por diversos seguidores.

Para Moraes, a publicação do ex-presidente “se revelou como mais uma das ocasiões em que o então mandatário se posicionou de forma, em tese, criminosa e atentatória às Instituições, em especial o Supremo Tribunal Federal – imputando aos seus Ministros a fraude das eleições para favorecer eventual candidato – e o Tribunal Superior Eleitoral –, sustentando, sem quaisquer indícios, que o resultado das Eleições foi é fraudado”. A decisão pontua, também, que Bolsonaro é reincidente nas condutas investigadas.

Além da inclusão no inquérito, o ministro requer que a Meta, controladora do Facebook, preserve o vídeo postado e apagado pelo ex-presidente para que sejam obtidos os dados de alcance da publicação. A oitiva do ex-presidente, porém, não será realizada no momento, uma vez que Bolsonaro se encontra em Orlando, na Flórida (EUA), desde o dia 30 de dezembro.

11 de jan. de 2023

Alexandre de Moraes ordena a prisão do ex-comandante da Polícia Militar do DF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ordenou a prisão do ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal Fabio Augusto Vieira.

O militar era o responsável pelo comando da corporação no domingo (08) quando bolsonaristas atacaram os prédios do Congresso, Palácio do Planalto e do STF. Ele já havia sido afastado do cargo pelo interventor federal Ricardo Capelli.

O governo federal, integrantes da Polícia Federal e do Judiciário têm creditado à PM do DF a responsabilidade pela invasão da Praça dos três Poderes.

Nesta terça (10), o interventor na Segurança Pública do Distrito Federal, Ricardo Capelli afirmou que a manifestação golpista promovida por militantes bolsonaristas foi possível por causa da "operação de sabotagem" nas forças de segurança locais, naquele momento comandadas por Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e secretario de Segurança Pública exonerado.

A Polícia Militar tentou conter a invasão, mas, com baixo número de efetivo no local, não conseguiram evitar o avanço dos golpistas.

Integrantes do governo federal relatam à Folha que, no sábado (7), foi realizada uma reunião com representantes da segurança do DF. Nesse encontro, segundo essas pessoas, o governo de Ibaneis Rocha (MDB) garantiu a segurança da Esplanada dos Ministérios.

A reunião foi realizada após o aumento do deslocamento de bolsonaristas para Brasília a partir da sexta (6).

"Havia um efetivo planejado e um efetivo real, em um certo momento esse efetivo era 3 ou 4 vezes menor que o planejado. Por que aconteceu isso? Realmente a cadeia de comando da polícia do DF que vai responder", disse o ministro da Justiça Flávio Dino nesta terça (10).